Na terça-feira já estava pensando que era sábado de tanto tempo que tinha passado. E quarta já era a outra segunda. Falei ao vivo no rádio, mesmo que sem ouvintes, fui a uma peça e conheci gente muito legal que estuda erotismo na arte. Mas as questões que ficaram martelando a semana inteira na minha cabeça foram: castigo, foca, amizades/velhice e tpm.
Falarei sobre elas. Deveria estar fazendo um texto sobre a III Conferência de Cultura do Distrito Federal. Mas essa conferência foi uma das coisas que fez minha semana se alongar. Acordar cedo num domingo pra ouvir discussão política não tá certo.
Castigo:
Minha irmã pegou dois bottons dos Beatles no meu armário sem pedir. Peguei os bottons de volta. Não deixei ela usar. Não uso os bottons e, mesmo tendo um ciuminho deles, não teria problemas em deixar com ela.
Mas a questão é que ela entrou no meu quarto, mexeu nas minhas coisas e pegou SEM ME PEDIR. Bom, peguei de volta. Ela ficou triste, mas achei que ela precisasse disso pra aprender.
Fiquei a semana inteira pensando se fiz certo ou não. Acho meio idiota isso de castigar alguém, mas eu já tinha reclamado dela mexendo nas minhas coisas e nunca tinha tomado uma atitude. Não sei se fiz bem ou mal.
Foca:
Foca é como chamam um jornalista inexperiente.
Entrevistei um cara, um professor. Pra rádio. E lógico, estava com o gravador desligado. Pedi pra ele repetir a entrevista inteira. Sorte minha que ele foi legal e repetiu. Depois disso fui na peça, aquela do erotismo na arte*. Conversei com o ator e com o diretor, mas perdi a oportunidade de pegar o contato deles. E olha que eles seriam fontes geniais para a futura Mandril edição pornô.
Amizades/velhice:
Reclamações dos meus amigos quanto ao fato de eu não sair mais com eles. Aconteceram muito. E não posso dizer que não falsas. Tenho saído muito menos mesmo.
To ficando cansada mais rápido, acho festa sempre a mesma coisa, sempre igual, as mesmas músicas, as mesmas pessoas (nada contra as pessoas, algumas são realmente muito legais), os mesmos lugares.
Me sinto velha pensando em como eu prefiro sentar numa mesa de bar e ficar conversando com os amigos do que ir pra festas. Mas acho que meus amigos ainda não perceberam muito bem isso. Alguns até sentem a mesma coisa que eu. Mas tenho saudades de umas pessoas que não curtem tanto bar.
E bar tem sido meu único programa, além de filmes, utimamente.
Tpm:
Não acreditava e ainda acho que acredito muito pouco. Mas nessa semana de vez em quando tive umas vontades do nada de chorar. O fiquei estressada sem motivo. Até gritei com uma mulher no trânsito. Não sou de me estressar.
Chorei quando recebi uma sms de uma amiga falando que não saio mais com ela. E eu realmente queria sair, mas não naquele dia. Não dava. Li, chorei, pensei em ir, chorei mais. Fui ler.
Minha vida tá complicada, mas ainda não acho que seja tpm. Ainda acredito que tpm seja desculpa de mulher pra poder ser fresca. Mas que eu tive momentos hormonais intensos nessa última semana (que durou um mês), ah, isso eu tive.
De qualquer forma, acho que essas crises de mulherzice se explicam bem mais por falta de sexo do que por tensão pré-mentrsual. E nunca mudarei essa opinião.
*O nome da peça é Eros Impuro e vai estar em cartaz até o dia 22. De quinta a domingo no teatro Goldoni (208/209 Sul). É muito boa, vale a pena assistir.
Eu escrevi mais sobre o erotismo na arte e o que foi discutido no seminário que sobre a peça, enfim, leiam: http://bit.ly/kms6B7