Eternidades da semana
Perdi

Fiquei duas semanas sem postar.

Estranho é ver ali que foram só duas semanas
Me pareceu uma eternidade. Fui ao show do Paul McCartney, comecei a escrever num blog muito legal. Larguei a editoria de foto e fui pra sociedade e até já fiz minha primeira reportagem.

Vou tentar voltar. 

Em Brasília, 19 horas

Antes de entrar na faculdade eu adorava rádio. Achava legal: sempre via a galera usando nos filmes de zumbis quando nada mais funcionava.
Até o quarto semestre da faculdade deu pra continuar vivendo com a idéia de que rádio era muito legal.
Foi no quarto semestre que comecei a pegar as disciplinas de rádio.

Não gosto de apurar para rádio. Colocar um gravador na cara de uma pessoa me deixa incomodada. 
Não gosto de falar em rádio. Não tenho ritmo de locução, tenho língua meio presa, não tenho entonação.
Não gosto, principalmente, da professora de rádio.
Não gosto de editar sonoras para colocar nas matérias de rádio.
Não gosto de ouvir às rádios noticiosas. Ouvir música, ok. Ouvir uma notícia de vez em quanto entra uma música e outra, ok. Ouvir CBN e afins, não presto atenção em nada, é aquele blá blá blá da professora do Charlie Brown, sabe? 

Não gosto de todo o trabalho que temos para fazer os programas de rádio. Não gosto de ser humilhada. 
Não gosto de ter que aprender algo que eu nunca vou querer usar na minha vida.
Não gosto de fazer matérias para rádio. Não sei que abordagem dar as minhas pautas quando elas são de rádio. Não sei abordar as pessoas na rua para pedir entrevistas. Não sei fazer radiojornalismo.

Não gosto de rádio. Simples.
Não que eu goste de muita coisa no jornalismo, mas de todas as chatices, essa é a pior. 

Mortal Kombat

Minha semana.

Pautas caem

Pois é, em uma semana nunca vi tanta coisa dar errado.
Pelo menos no meu mundo de estudante de jornalismo, nos outros mundo que eu vivo as coisas até que vão bem. 
Mas eu hoje vou falar essencialmente do que vai mal.
Radiojornalismo, sempre. E, oh, editoria de cultura do campus online também dessa vez.
Vamos lá, um por um.

Radiojornalismo
Sugeri uma pauta sobre a venda ilegal de vales-transporte nas cidade satélites e do entorno. Ok, boa pauta, pó fazer, disse a professora.
Fui até a rodoviária tentar entrevistar alguém, o ruim de rádio é que a gente PRECISA gravar, se não não funciona.  As pessoas na rodoviária até que conversavam comigo, os vendedores, mas quando eu pedia pra gravar… Não. É que isso aqui é ilegal, moça. Suja pra gente. Não posso falar não.
E não adiantava de jeito nenhum. Explicava que só ia mostrar pra professora, que era só um exercício. E nada. Não vão falar.
Desisti, disse pra professora, por email, que procuraria uma nova pauta. Nada disso, essa boa, fala com quem compra.
Complicado, mas vou tentar. Vou tentar falar com quem não compra também. Enfim, preciso de sorte, paciência, força de vontade. Radiojornalismo não é fácil, pra quem não gosta (tipo eu) fica mais foda ainda. 

Campus online
É, amgs, pra vocês verem que até no que eu gosto de fazer tenho alguns problemas. Tinha sugerido pro campus a pauta do filme Faroeste Caboclo, conheço um dos figurantes. Que inclusive foi muito legal, conversou de boa. Mas não podia me passar o contato do diretor. Fazer uma matéria sobre um filme que está sendo gravado sem falar com o diretor é meio ruim. Fica meio sem credibilidade.
Disse pro meu editor que não iria conseguir e que procuraria um novo assunto. E, ao contrário da professora, ele sugeriu uma nova pauta. Uma boa. Eu, pelo menos, gostei e acho que vai ser fácil de fazer. Tem a ver com locadoras, enfim…

No mais, tudo bem.
Semana longa, poucas aulas, pareceu passar mais rápido. Quarta eu tava achando que já era quinta, me confundi um pouco com a vida. Fiz uma resenha de Quase Famosos, talvez ela seja postada no campus. Se não for, nem colocarei aqui. Não achei tão boa.
Faltei o baixo, esqueci que hoje era sexta. Pra mim já estávamos no sábado. Aquela sensação de “porra, to esquecendo alguma coisa” me incomodando. Ai lembrei do baixo.
Fico triste quando não vou. A aula de baixo é a melhor coisa da minha semana. A melhor coisa que eu tenho marcada. Gosto de surpresas boas, mas o baixo é legal. Tocar me faz me sentir melhor, mesmo que eu não toque bem. Saio de lá pensando em música e não em problema pra resolver. É muito bom. 

Nas próximas semanas, quero ler mais. To deixando leitura como coisa secundária. E é uma coisa que eu gosto muito de fazer. E agora que ganhei um jogo novo, espero ter tempo de jogar mais também.

Se essa semana foi longa?

Na terça-feira já estava pensando que era sábado de tanto tempo que tinha passado. E quarta já era a outra segunda.  Falei ao vivo no rádio, mesmo que sem ouvintes, fui a uma peça e conheci gente muito legal que estuda erotismo na arte. Mas as questões que ficaram martelando a semana inteira na minha cabeça foram: castigo, foca, amizades/velhice tpm
Falarei sobre elas. Deveria estar fazendo um texto sobre a III Conferência de Cultura do Distrito Federal. Mas essa conferência foi uma das coisas que fez minha semana se alongar. Acordar cedo num domingo pra ouvir discussão política não tá certo.

Castigo:
Minha irmã pegou dois bottons dos Beatles no meu armário sem pedir. Peguei os bottons de volta. Não deixei ela usar. Não uso os bottons e, mesmo tendo um ciuminho deles, não teria problemas em deixar com ela.
Mas a questão é que ela entrou no meu quarto, mexeu nas minhas coisas e pegou SEM ME PEDIR. Bom, peguei de volta. Ela ficou triste, mas achei que ela precisasse disso pra aprender. 
Fiquei a semana inteira pensando se fiz certo ou não. Acho meio idiota isso de castigar alguém, mas eu já tinha reclamado dela mexendo nas minhas coisas e nunca tinha tomado uma atitude. Não sei se fiz bem ou mal.
Foca:
Foca é como chamam um jornalista inexperiente. 
Entrevistei um cara, um professor. Pra rádio. E lógico, estava com o gravador desligado. Pedi pra ele repetir a entrevista inteira. Sorte minha que ele foi legal e repetiu. Depois disso fui na peça, aquela do erotismo na arte*. Conversei com o ator e com o diretor, mas perdi a oportunidade de pegar o contato deles. E olha que eles seriam fontes geniais para a futura Mandril edição pornô.
Amizades/velhice:
Reclamações dos meus amigos quanto ao fato de eu não sair mais com eles. Aconteceram muito. E não posso dizer que não falsas. Tenho saído muito menos mesmo. 
To ficando cansada mais rápido, acho festa sempre a mesma coisa, sempre igual, as mesmas músicas, as mesmas pessoas (nada contra as pessoas, algumas são realmente muito legais), os mesmos lugares. 
Me sinto velha pensando em como eu prefiro sentar numa mesa de bar e ficar conversando com os amigos do que ir pra festas. Mas acho que meus amigos ainda não perceberam muito bem isso. Alguns até sentem a mesma coisa que eu. Mas tenho saudades de umas pessoas que não curtem tanto bar.
E bar tem sido meu único programa, além de filmes, utimamente. 
Tpm:
Não acreditava e ainda acho que acredito muito pouco. Mas nessa semana de vez em quando tive umas vontades do nada de chorar. O fiquei estressada sem motivo. Até gritei com uma mulher no trânsito. Não sou de me estressar.
Chorei quando recebi uma sms de uma amiga falando que não saio mais com ela. E eu realmente queria sair, mas não naquele dia. Não dava. Li, chorei, pensei em ir, chorei mais. Fui ler.
Minha vida tá complicada, mas ainda não acho que seja tpm. Ainda acredito que tpm seja desculpa de mulher pra poder ser fresca. Mas que eu tive momentos hormonais intensos nessa última semana (que durou um mês), ah, isso eu tive.
De qualquer forma, acho que essas crises de mulherzice se explicam bem mais por falta de sexo do que por tensão pré-mentrsual. E nunca mudarei essa opinião. 

*O nome da peça é Eros Impuro e vai estar em cartaz até o dia 22. De quinta a domingo no teatro Goldoni (208/209 Sul). É muito boa, vale a pena assistir.
Eu escrevi mais sobre o erotismo na arte e o que foi discutido no seminário que sobre a peça, enfim, leiam: http://bit.ly/kms6B7 

Páscoa

Feriadão. Engarrafamento. Chuva. Dengue. Nada de novidade.

Iria viajar. Eu, meus pais, fazenda, sem sinal de telefone, sem internet, sem dinheiro, mas com comida.


Mas adiaram minha deadline no jornal online da faculdade SEM ME AVISAR lógico, qual seria a graça? Logo, tive que ficar. Sem nenhum dinheiro. Vendi meu ingresso do show do Motörhead pra poder comer e to me arrependendo disso até agora. Devia ter passado fome e ido no show. Motörhead, cara. Mas comi e ainda to com uns 60 reais sobrando. Pra quem tinha 80 centavos, a vida até que tá boa. 

Fiz minha primeira entrevista. Segunda, terceira. Algo assim. Não sei.
Mas foi minha primeira entrevista pro Campus (o jornal online). Fiz por email. O entrevistado demorou pra responder. Tive que mandar email apressando, foi horrível. Um cara que parecia ser legal e agora parece me odiar. Pensei em trocar de pauta. Não gostava da nova sugestão dos editores. Insisti e esperei. Fiz minha pauta mesmo. A matéria não ficou lá essas coisas. Mas ficou.

Também não posso reclamar de ter só trabalhado o feriado inteiro. Fui até Goiânia ver o jogo do SPFC e, oh, ganhei em Goiânia pela primeira vez. Vi muitos filmes: Como você sabe, Artistas e modelos, Sem medo de morrer e houve uma vez dois verões. Sempre sofrendo pensando na pauta do Campus, mas até que consegui me divertir. 

Bom, a matéria: http://bit.ly/gqLX7l
Sofrimento da próxima semana: radiojornalismo

(re)começando

Eu sou uma estudante de jornalismo despilhada com o curso.
Escrever é questão de prática e, acreditem, no curso de jornalismo a gente não pratica muito.
Então resolvi retomar esse tumblr… 2 anos, hein

Escrever toda semana aqui, pra treinar, desabafar, reclamar, e é isso.

Uma palavra…

…escrita a lápis.